sexta-feira, 22 de outubro de 2010
É tão estranho.
Tem tempo que não escrevo aqui. Tem tempo que não escrevo. Tem tempo que não tenho tempo pras delícias da vida.
Tem tempo que não paro para escutar uma nova canção e degusta-la; Tem tempo que não olho as cores da vida como devo olhar. Tem tempo que não me dedico a ler um livro.
Ter tempo é uma incógnita.
Tenho tido tempo pra lamentar minhas dores, pra me esforçar no trabalho, pra me preocupar com coisas que não me dão felicidade.
Mas, nesse meio-termo de meio-tempo, eu sempre tenho tempo de dizer 'Eu te amo', de rir das peças que a vida me prega, de pensar.. de pensar.. de querer não mais pensar, e continuar pensando, tenho tempo de ficar dengosa, de pedir um carinho, de querer um abraço, e de ficar dengosa de novo.
É tão estranho esse 'Mano velho' tempo. Nos ensina tanto, nos machuca tanto.
Tem tempo que não paro para escutar uma nova canção e degusta-la; Tem tempo que não olho as cores da vida como devo olhar. Tem tempo que não me dedico a ler um livro.
Ter tempo é uma incógnita.
Tenho tido tempo pra lamentar minhas dores, pra me esforçar no trabalho, pra me preocupar com coisas que não me dão felicidade.
Mas, nesse meio-termo de meio-tempo, eu sempre tenho tempo de dizer 'Eu te amo', de rir das peças que a vida me prega, de pensar.. de pensar.. de querer não mais pensar, e continuar pensando, tenho tempo de ficar dengosa, de pedir um carinho, de querer um abraço, e de ficar dengosa de novo.
É tão estranho esse 'Mano velho' tempo. Nos ensina tanto, nos machuca tanto.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
O rio que foi pro mar.
Como ela se embala?
Como ela se desmancha?
Como ela se apaixona?
Como ela se transforma?
Como ela ama?
Por um fio.
Por um dengo.
Por um beijo.
Por um selo.
Com um cheiro.
Com um lenço.
Com um couro.
Com um outro.
Deixa um querer.
Deixa um morar.
Deixa um sofrer.
Deixa um amar.
Como ela se desmancha?
Como ela se apaixona?
Como ela se transforma?
Como ela ama?
Por um fio.
Por um dengo.
Por um beijo.
Por um selo.
Com um cheiro.
Com um lenço.
Com um couro.
Com um outro.
Deixa um querer.
Deixa um morar.
Deixa um sofrer.
Deixa um amar.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sobre o que eu queria ter coragem pra dizer
Eu não quero mais.
É Sério.
Nunca falei tão sério na minha vida.
Quero que vá embora pra sempre.
Quero que desapareça, me esqueça..
SAIA DE MIM.
=/
É Sério.
Nunca falei tão sério na minha vida.
Quero que vá embora pra sempre.
Quero que desapareça, me esqueça..
SAIA DE MIM.
=/
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Sobre o que não dava mais pra silenciar.
É uma menina.
Menina vestida de mulher, mas é uma menina.
Menina com força de um leão, mas é uma menina.
Menina-mãe, mas é uma menina.
Menina com a garra de militantes, mas é uma menina.
Uma menina que chora, que faz bico, que fica de birra e que ainda
se dói quando não ganha. Se dói, e não dói a ela mesma. Dói a todos, dói e deixa um sentimento de ' deveria ter feito mais. '
Até que ponto devemos crescer, Claudia Leitte?
Até onde VOCÊ quer crescer?
Perder a essência? Essa conversa ja está ultrapassada. Você deveria saber que, com o tempo, se a essência não for bem condicionada, ela se acaba.
Se acaba de um jeito que nem rastro deixa.
Uma pena?
Para mim - e muitos que te acompanham - sim. E para você?
Você sabe quem você é?
Você sabe o que te faz feliz além do obvio (Seus pais, seus irmãos, seu marido e seu filho)?
E se isso for questionado, mecanicamente você dirá: Meus fãs e a musica.
Mas, no íntimo, você sabe mesmo?
Lembro-me de quando a musica era um prazer imensurável, que seus fãs (que se confundiam com seus amigos), te arrancavam sorrisos bobos e sinceros. Que o reconhecimento era uma mera consequencia e tudo te alegrava.
Então, Claudia Leitte, não me venha com palavras de contentamento.
Você pode mais, não pode? Ou você apenas quer poder?
O fardo está pesado? Te faltaram ombros para carrega-los?
Peça ajuda, Claudia Leitte. Quem sabe ainda tenha alguém disposto a carrega-lo com você.
Menina vestida de mulher, mas é uma menina.
Menina com força de um leão, mas é uma menina.
Menina-mãe, mas é uma menina.
Menina com a garra de militantes, mas é uma menina.
Uma menina que chora, que faz bico, que fica de birra e que ainda
se dói quando não ganha. Se dói, e não dói a ela mesma. Dói a todos, dói e deixa um sentimento de ' deveria ter feito mais. '
Até que ponto devemos crescer, Claudia Leitte?
Até onde VOCÊ quer crescer?
Perder a essência? Essa conversa ja está ultrapassada. Você deveria saber que, com o tempo, se a essência não for bem condicionada, ela se acaba.
Se acaba de um jeito que nem rastro deixa.
Uma pena?
Para mim - e muitos que te acompanham - sim. E para você?
Você sabe quem você é?
Você sabe o que te faz feliz além do obvio (Seus pais, seus irmãos, seu marido e seu filho)?
E se isso for questionado, mecanicamente você dirá: Meus fãs e a musica.
Mas, no íntimo, você sabe mesmo?
Lembro-me de quando a musica era um prazer imensurável, que seus fãs (que se confundiam com seus amigos), te arrancavam sorrisos bobos e sinceros. Que o reconhecimento era uma mera consequencia e tudo te alegrava.
Então, Claudia Leitte, não me venha com palavras de contentamento.
Você pode mais, não pode? Ou você apenas quer poder?
O fardo está pesado? Te faltaram ombros para carrega-los?
Peça ajuda, Claudia Leitte. Quem sabe ainda tenha alguém disposto a carrega-lo com você.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Acorde.
Acordei no meio da noite, e por lá fiquei. Eu, que não tenho insônia, quis ficar acordada me deliciando do silencio que a madrugada traz. Pensei por aqui, passei por lá. Fiz três versos, peguei o violão:
"E se um dia tiveres a certeza do meu amor,
Vagará no sorriso indiscreto que eu ousei arrancar de você,
Estará comigo, em pensamento, por não conseguir estar sem razão."
Fá diminuto.. Fá diminuto.
O Acorde vermelho. O preferido. O doce. O frágil e forte. Incomparável.
Fiquei ali, repetindo pra mim mesma os versos, na esperança que alguém mais me ouça. Que ecoe, que faça ser verdade.
Tenho tido noites assim. Conturbadas não: Aproveitadas. Eu gosto de ter esse fio amargo vagando ao meu redor. Gosto de ser confusa, gosto dessa perturbação que alimenta meus pensamentos. Chegar em uma conclusão nem sempre é favorável ao que se sente. Então eu prefiro o pensar do que o concluir. Prefiro o tentar do que o desistir.
Prefiro olhar pra dentro de mim e perguntar: Por que? Do que caminhar pelas linhas certas.
Eu vou aí vivendo, não como a vida quer me levar, mas como eu estou conduzindo.
Bom dia.
"E se um dia tiveres a certeza do meu amor,
Vagará no sorriso indiscreto que eu ousei arrancar de você,
Estará comigo, em pensamento, por não conseguir estar sem razão."
Fá diminuto.. Fá diminuto.
O Acorde vermelho. O preferido. O doce. O frágil e forte. Incomparável.
Fiquei ali, repetindo pra mim mesma os versos, na esperança que alguém mais me ouça. Que ecoe, que faça ser verdade.
Tenho tido noites assim. Conturbadas não: Aproveitadas. Eu gosto de ter esse fio amargo vagando ao meu redor. Gosto de ser confusa, gosto dessa perturbação que alimenta meus pensamentos. Chegar em uma conclusão nem sempre é favorável ao que se sente. Então eu prefiro o pensar do que o concluir. Prefiro o tentar do que o desistir.
Prefiro olhar pra dentro de mim e perguntar: Por que? Do que caminhar pelas linhas certas.
Eu vou aí vivendo, não como a vida quer me levar, mas como eu estou conduzindo.
Bom dia.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ao que nada muda.
Sonambulismo é minha definição essas duas ultimas semanas.
Estresse me acompanha à medida em que tento evitá-la.
O cansaço já me venceu faz tempo; mas se não posso com inimigo, sabem o que fiz, ne?
Responsabilidades me gritam, rogam por mim; E, se eu digo um 'oi' elas querem um bíblia inteira.
Me disseram que envelheço 10 anos a cada dia desses, e eu não duvido.
Tem nada não, põe na conta e passa a régua. Desconta tudo nas férias.
Poucas horas pra dormir, mas nenhuma pra descansar. Minha cabeça não pára. rs
E foi numa dessas de sonâmbulo que falei o que eu queria ter falado há tempos.
Obrigada, inconsciente.
Deixo aqui o Melhor Poema do meu Querido AUGUSTO DOS ANJOS:
VERSOS ÍNTIMOS
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Reflitam.
Estresse me acompanha à medida em que tento evitá-la.
O cansaço já me venceu faz tempo; mas se não posso com inimigo, sabem o que fiz, ne?
Responsabilidades me gritam, rogam por mim; E, se eu digo um 'oi' elas querem um bíblia inteira.
Me disseram que envelheço 10 anos a cada dia desses, e eu não duvido.
Tem nada não, põe na conta e passa a régua. Desconta tudo nas férias.
Poucas horas pra dormir, mas nenhuma pra descansar. Minha cabeça não pára. rs
E foi numa dessas de sonâmbulo que falei o que eu queria ter falado há tempos.
Obrigada, inconsciente.
Deixo aqui o Melhor Poema do meu Querido AUGUSTO DOS ANJOS:
VERSOS ÍNTIMOS
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Reflitam.
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