Um colo, um afago, um abraço.
Laço, atraso e compasso.
Sou uma, sou toda, sou sua.
Sua criação, seu amor, sua irmã;
Seu guia, sua dependente, seu afã.
Chama, deita mais um pouco.
Permita-me seu aconchego, seu cheiro;
O que me faz sonhar, na realidade o que me faz penar.
Enlouquencia, essencia.
Cuida, cuida e cuida.
Acostume, de costume, a não acostumar.
Fica, não insista, meu coração sabe esperar.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Eu rebato a impossibilidade e dou um tapa no que me diz pra parar.
Infelizmente a vida não tem um freio certeiro. E, se você acha que existe, tente precisar dele. Teste. Não existe. Você vai ficar muito decepcionado.
Porém, mesmo sem freio, uma hora a coisa cansa. Falta combustível. Falta coragem para seguir levando 'não, não, não..'.
A saída é pela direita? Ótimo. Pelo menos existe uma saída.
Então eu fui.. Não sei onde isso vai dar. Mas fui.
Sabe o meu medo? É andar, andar, andar.. E voltar a me perder naquele labirinto outrora comentado.
Infelizmente a vida não tem um freio certeiro. E, se você acha que existe, tente precisar dele. Teste. Não existe. Você vai ficar muito decepcionado.
Porém, mesmo sem freio, uma hora a coisa cansa. Falta combustível. Falta coragem para seguir levando 'não, não, não..'.
A saída é pela direita? Ótimo. Pelo menos existe uma saída.
Então eu fui.. Não sei onde isso vai dar. Mas fui.
Sabe o meu medo? É andar, andar, andar.. E voltar a me perder naquele labirinto outrora comentado.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
'Preste atenção: O mundo é um moinho..'
Ontem eu descobri que meu botão "on/off", na verdade, nunca existiu.
Eu que me gabei tantas vezes sobre o meu poder sobre mim; Eu que gritei aos quatro cantos a minha independência.
É uma pena se atirar no abismo desse jeito, Jéssica. Mas não existe outro jeito.
O fator continua sendo o mesmo.
E sobre se deliciar das armadilhas que a vida nos apronta.. não faz mais sentido.
Hoje eu rogo pela paz, por felicidade. Cansei de brincar de aventura.
Uma hora o coração arrebenta.
É, desta vez, tentar controlar o incontrolável, perecer o imperecível, esquecer o inesquecível.
Sinto medo. Sinto muito medo.
Eu que me gabei tantas vezes sobre o meu poder sobre mim; Eu que gritei aos quatro cantos a minha independência.
É uma pena se atirar no abismo desse jeito, Jéssica. Mas não existe outro jeito.
O fator continua sendo o mesmo.
E sobre se deliciar das armadilhas que a vida nos apronta.. não faz mais sentido.
Hoje eu rogo pela paz, por felicidade. Cansei de brincar de aventura.
Uma hora o coração arrebenta.
É, desta vez, tentar controlar o incontrolável, perecer o imperecível, esquecer o inesquecível.
Sinto medo. Sinto muito medo.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
É tão estranho.
Tem tempo que não escrevo aqui. Tem tempo que não escrevo. Tem tempo que não tenho tempo pras delícias da vida.
Tem tempo que não paro para escutar uma nova canção e degusta-la; Tem tempo que não olho as cores da vida como devo olhar. Tem tempo que não me dedico a ler um livro.
Ter tempo é uma incógnita.
Tenho tido tempo pra lamentar minhas dores, pra me esforçar no trabalho, pra me preocupar com coisas que não me dão felicidade.
Mas, nesse meio-termo de meio-tempo, eu sempre tenho tempo de dizer 'Eu te amo', de rir das peças que a vida me prega, de pensar.. de pensar.. de querer não mais pensar, e continuar pensando, tenho tempo de ficar dengosa, de pedir um carinho, de querer um abraço, e de ficar dengosa de novo.
É tão estranho esse 'Mano velho' tempo. Nos ensina tanto, nos machuca tanto.
Tem tempo que não paro para escutar uma nova canção e degusta-la; Tem tempo que não olho as cores da vida como devo olhar. Tem tempo que não me dedico a ler um livro.
Ter tempo é uma incógnita.
Tenho tido tempo pra lamentar minhas dores, pra me esforçar no trabalho, pra me preocupar com coisas que não me dão felicidade.
Mas, nesse meio-termo de meio-tempo, eu sempre tenho tempo de dizer 'Eu te amo', de rir das peças que a vida me prega, de pensar.. de pensar.. de querer não mais pensar, e continuar pensando, tenho tempo de ficar dengosa, de pedir um carinho, de querer um abraço, e de ficar dengosa de novo.
É tão estranho esse 'Mano velho' tempo. Nos ensina tanto, nos machuca tanto.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
O rio que foi pro mar.
Como ela se embala?
Como ela se desmancha?
Como ela se apaixona?
Como ela se transforma?
Como ela ama?
Por um fio.
Por um dengo.
Por um beijo.
Por um selo.
Com um cheiro.
Com um lenço.
Com um couro.
Com um outro.
Deixa um querer.
Deixa um morar.
Deixa um sofrer.
Deixa um amar.
Como ela se desmancha?
Como ela se apaixona?
Como ela se transforma?
Como ela ama?
Por um fio.
Por um dengo.
Por um beijo.
Por um selo.
Com um cheiro.
Com um lenço.
Com um couro.
Com um outro.
Deixa um querer.
Deixa um morar.
Deixa um sofrer.
Deixa um amar.
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